15 de dez de 2012

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Perdidos

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Somos almas perdidas
Presas a velhas lembranças
Incapazes de curar as feridas
Incapazes de aceitar as mudanças
 
Estamos correndo em círculos
A procura do que não podemos encontrar
Meu corpo sofre por erros antigos                                   
Sofremos por não poder amar   

Lágrimas preenchem o vazio                                                       
Pois nunca sei quando irás voltar
Corremos sempre pelo mesmo caminho
Quando medos antigos vêm nos atormentar

Lutamos pela fragrante tepidez sonora
E de tão pródigo nosso amor se fez coitado
Batalhamos para viver o agora
Enquanto erguia um grito demasiado

No túmulo onde nosso amor jaz
Desejei os beijos que em lágrimas me jurastes
Mas com teu silêncio quebrastes minha tão sonhada paz
E em segredo com um olhar  me mortificastes

 Liberte os a quem odeia
Feche os olhos e sinta meus lábios tocarem os seus
Sinta meu corpo ardente
Sinta os olhos meus...



Uma boa música para acompanhar a leitura...



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13 de dez de 2012

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Lábios Venenosos

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Uma jovem de pose
Tinha amor retido.
A inocência não pode
Corromper seu sentido

Caminhar fazia-lhe bem
Mesmo que em pequenos passos.
Neste caminho não contém
Ardilosos enganos falsos.

Protegia seu frágil coração.
O desconhecido também é perigoso,
Um desvario sem noção
Seria intenso, mas doloroso.

Numa noite encontrou uns lábios
Não mais pode esquecê-los,
Em seus raciocínios sábios
Somente um quebraria os selos.

O fôlego deu lugar as lembranças
A boca se molha sozinha
Em sonho vinha a cobrança
Em sua cama não se continha

Sua vida não foi mais igual
Euforia tomou conta do ser
O que teria de tão especial
O homem que a fez tremer?

Lembranças de olhares furtivos
Seus anseios estavam nervosos
Apesar de serem convidativos
Seus lábios também eram venenosos

Ouvindo a mentira existente
Seus olhos choravam de dor
Ele estava porém ausente
Enquanto doava todo meu amor.


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